sexta-feira, 5 de março de 2010


Corri até o fim da rua, encontrei a casa vazia, fria, escura, atormentada pela saudade, vítima da vaidade, dos amores impuros e torpes....dos sentimentos confusos e fugidios...das orgias mentais que acorrentavam minha alma...das horas mortas em que meu pensamento voltava-se para si mesmo. A casa estava lá...e o medo de enfrentà-la também...suas janelas riam de minha insegurança e suas portas convidavam-me a enfrentar o fantasma que tanto me atormentava...prefiri sucumbir ao fracassso...e voltei, pela mesma rua...pela mesma sensação de vazio...e riam-se as portas e janelas...

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