
Essa pressa desenfeada que me consome...meu relógio interno não tem ponteiros...não respeita o tempo do mundo, das estrelas ou do nascer do sol..quer agarrar tudo sempre agora..presente, sempre presente, sem esperar algum futuro...palavra inexistente essa em meu dicionário emocional, palavra que submerge diante as expectativas da vida. Cada coisa, cada palavra, cada momento, cada olhar, cada troca, cada perda, num breve instante, para depois deixar de existir..pois não marco no escoar das horas, a magia da espera, da entrega, da luta do dia e da noite em se encontrarem e fundirem-se em um só...perdoe minha pressa, minha fuga, minha alma que teima em voar ao teu encontro mesmo sabendo que não terá pouso...vivo no mundo das ilusões e isso me satisfaz, me consome, me aflige, mas me torna viva, integrante da peça teatral que é a vida e não somente uma mera expectadora...
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